Mais lenha, por favor.

Lenha-na-fogueira

 

Que lástima esta que nossa sociedade vive atualmente. Se antigamente estava ridículo e achávamos ruim, vemos que ridículo era um estágio para o sistema social atual.

Entramos hoje, num processo um pouco louco e um pouco bruto nas convenções sociais. Ou seja, juntamos a falta de discernimento lógico da loucura com a falta de tato da brutalidade como principais argumentos e, assim, criamos um padrão de comportamento absolutamente egocêntrico. Este comportamento é refletido nas ações conjuntas e vão de encontro à grupos que vivem ao nosso redor.

Pequenos grupos se juntam para celebrar a coletividade do absurdo (e quanto absurdo), se unem para reverenciar a loucura e a brutalidade com uma naturalidade que só víamos nos piores vilões dos mais criativos quadrinhos. A voz e o punho se confundem com tamanha agressividade, o verbo é tão duro quanto murro e, as ações mais devastadoras que os knockouts. O ser humano, agora, é alvo dele mesmo numa troca de farpas ideológicas que oprimem tanto gregos quanto troianos.

Esses ajuntamentos extremistas são catastróficos.

Essa nova convenção do ego está dilacerando o outro, seja lá quem ele for. Essa nova ordem coletiva faz desabar não apenas o respeito, mas, também pretende coibir o direito. Todos os lados são contra todos em volta, e, no final, toda a sociedade tem culpa e merece punição e, de fato, toda a sociedade acaba punida por conta desta nova ordem moral que está tentando se estabelecer. Ataques e contra ataques são infinitos e progressivos.

Situando o problema, vamos ao exemplo. Nos últimos anos vemos um digladiar verbal entre duas classes que buscam ser representantes de determinados grupos, todavia, não os são, ou pelo menos não são como um todo. Falo da guerra entre alguns representantes de denominações cristãs e alguns representantes de movimentos gays.

Alguns líderes cristãos atacam o homossexualismo como se esta prática fosse a maior crítica citada na Bíblia, e do outro lado, alguns líderes LGBTs atacam o cristianismo como se fosse o maior perigo social. Quem está com a razão? Quem é que tem o melhor argumento? Quem é que tem mais força? Bom, sinceramente não sei essa resposta, e quero dizer sobre tudo, que sou contra essa predisposição ao ódio.

Lembro que nem protestantes e nem gays são um grupo unificado, ou seja, não há um líder que seja reconhecido pelo todo, como por exemplo, o Papa da igreja de Roma. Aliás, não importa de onde surgiu o problema, importa é saber fazê-lo parar de forma digna, e, sobretudo, sei quem tem que acabar com esse bate boca.

Meus irmãos, se algum de vocês se desviar da verdade e alguém o trouxer de volta, lembrem-se disso: Quem converte um pecador do erro do seu caminho, salvará a vida dessa pessoa e fará que muitíssimos pecados sejam perdoados.
Tiago 5:19,20

Alimentar a inimizade entre gays e cristãos é a pior forma de apresentar o Reino de Deus para este mundo. Declaro firmemente que está é a pior prática cristã. Está claro que, ao propor que o homossexual é mais pecador que todos os outros pecadores, estamos criando um muro largo e alto na porta de nossas igrejas, impedimos a entrada de pessoas não evangelizadas em nossas congregações, afastando-os de Cristo e, como uma bola de neve, essa briga não afasta das igrejas apenas os que têm a prática homossexual, mas, afasta também quem apóia a causa. Brigas assim fecham a porta da igreja.

Não estou aqui absolvendo nada que a Bíblia condena, ao contrário, afirmo com todas as letras que a Palavra de Deus diz que o homossexualismo  é pecado, o que de fato estou afirmando é que outras tantas práticas são citadas na Bíblia também de forma condenatória e nós não nos revoltamos com tamanha veemência. Essa disparidade é que leva pessoas com intenções políticas ganharem notoriedade e espaço na mídia. Esse exagero acusador é que faz com que pessoas com péssimas intenções assumam posições políticas importantes em nosso país.

Reconheço que não há como negar que os cristãos são o principal alvo dos ataques de grupos oportunistas estes que se organizam para dizer que defendem o homossexual, penso que o fazem como trampolim político. Porém, também reconheço que não podemos simplesmente gritar de volta (em muitos casos, gritar primeiro) com um furor desesperado como se fosse este o principal argumento de Satanás. Digo ainda que, mesmo que fosse, deveríamos demonstrar amor sempre.

Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber. Fazendo isso, você amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele, e o Senhor recompensará você.
Provérbios 25:21,22

Então, mais lenha, por favor.

 

Minha oração é para que você não entre neste conflito, pois, não há sequer um conflito.

 

Por Cyssu…

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Carta aberta aos cristocêntricos.

reforma

Nesta publicação, quero escrever uma carta aberta aos cristocêntricos. Um documento em favor de Cristo e de Seus preceitos.

No dia 31 de outubro de 1517, Lutero, inconformado com o que se pregava sobre salvação, estampou na porta da Igreja de Wittenberg, as 95 teses. Ele não se conformou com a venda da salvação.

Ele, Lutero, não foi o primeiro a argumentar por mudanças na forma eclesiástica praticada na idade média, a dita Idade das Trevas. Mas, sem dúvida, foi a partir desta atitude ousada que se deu o ponta pé inicial para que o pensamento cristão fosse mudado.

A partir desta data, um conflito de ideias aconteceu e, graças a esses movimentos, hoje, por exemplo, temos as Escrituras Sagradas escritas em nosso idioma. Esse passo de coragem resultou em mudanças radicais.

Tenho a opinião que, o principal lema da reforma são as 5 Solas: sola Scriptura, solo Christo, sola gratia, sola fides, soli Deo gloria (somente as escrituras, somente Cristo, somente a graça, somente a fé e somente glória a Deus). Esses princípios tornaram a interpretação da bíblia universal e, todos os que conhecem a Cristo podem ler e interpretar as escrituras. Esse rompimento foi agressivo com o que se praticava na época, afinal, neste tempo, somente o alto escalão da igreja tinha o direito de interpretar e indicar as formas de adoração ao Senhor. Aliás, nem o idioma em que a Palavra de Deus estava escrita era de acesso fácil aos leigos. O latim era a língua das Escrituras.

O estopim para que Lutero, cheio de coragem, questionasse a igreja da época foram as indulgências. Nelas, o Papa poderia redimir pecados dependendo do preço pago por cada indulgência. Esse valor poderia gerar um documento de perdão que poderiam variar de apenas 5 anos, ou, no caso de cifras mais imponentes, o perdão de toda uma vida de pecados.

Lutero (que, repito, não foi o primeiro a se incomodar com essas práticas), inconformado com a prática, não suportou e movido por Deus, preferiu arriscar sua cabeça em nome de um Evangelho genuíno. E, graças a essa atitude, tempos liberdade na adoração ao Mestre.

Quase 500 anos se passaram e muita coisa mudou, hoje, somente no Brasil, somos cerca de 40% de protestantes que se reúnem nas mais diferentes correntes doutrinarias. Somos batistas, presbiterianos, luteranos, assembleianos, metodistas, congregacionais… Somos milhares de cidadãos que de alguma forma, fomos agraciados pela coragem de um homem que decidiu romper com uma ideologia que era totalmente contrária a ensinada por Jesus, o Cristo. Foram 500 anos de muitas lutas e de uma afirmação reconhecida mundialmente.

Mas, o que vemos hoje? Podemos afirmar que as 5 solas são o nosso lema? Você enche seu peito e fala que importante é a salvação? Qual o objetivo de sua ida a uma instituição cristã?

Irmãos, penso que nós precisamos continuar a reforma, precisamos buscar a Deus com mais fervor. Precisamos de avivamento, urgente!

Vejo algumas denominações que traem ao Senhor com ideias mirabolantes para recebimento de milagres. Ideias que fogem completamente do contexto bíblico. Milagres, riquezas e na da mais.

Vejo instituições rasgando os ensinamentos de Jesus.

Vejo multidões desorientadas buscando bênçãos humanas.

Vejo pessoas sendo abençoadas por gente e idolatrando homens ao invés de Deus.

Vejo denominações que não ensinam a Palavra de Deus em seus púlpitos.

Vejo também muito crente que não sabe manusear corretamente a Palavra de Deus. Gente que nem sabe onde está o livre o Habacuque, a carta para Tito ou para Filemom.

Vejo pessoas em busca de milagres e, somente por milagres.

E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.
E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.
Mateus 24:11-12

Nesses quase cinco séculos de história, o Evangelho puro e simples se perdeu, a mensagem da salvação deu lugar a mensagem de milagreiros e conferencista do capital.

Vemos algumas denominações onde não se fala de salvação, onde a benção tem mais valor que o Abençoador. Vemos pessoas formando multidões para conseguir alguns trocados em nome do Senhor, vemos gente se amontoando em templos que oferecem um deus farmacêutico, um deus agiota, um deus qualquer, mas não o Deus da salvação.

Amados, precisamos voltar e repensar nosso Evangelho, precisamos caminhar nos trilhos da reforma.

Não estou dizendo que devemos abolir os milagres, nem digo que não devemos procurar por eles. Não escrevo contra a forma honesta de conseguir riquezas. De forma nenhuma, escrevo para que esse seja o segundo plano, escrevo a favor de Cristo, para que Ele seja o motivo principal de nossa adoração. Viver com Jeová deve ser o nosso principal objetivo.

Claro que a maior parte dos templos não sucumbiram ao paganismo que outrora foi identificado pelos antigos reformadores, numa busca rápida pode-se notar pregadores que lutam com anseio para ver a mensagem da cruz sendo mais valiosa que a mensagem da cura.

Escutei, certa vez, meu pastor dizer que o maior milagre é a salvação de almas. Concordo plenamente.

O Evangelho da salvação deve voltar ao tema em nossas reuniões. O tema do arrebatamento não pode sumir de nossos púlpitos. O comércio de bênçãos precisa ser mudado pela pregação do amor de Deus.

Quando lemos em no evangelho do apóstolo João que Deus nos amou tanto que enviou o Cristo como cordeiro sem manchas para que tenhamos vida, vemos o Eterno tem preocupação com nosso pós vir. Vida em abundância, vida eterna ao lado dEle. Deus, precisa ser o tema de nossa vida, o Altíssimo precisa voltar a estar entronizado em nossos corações.

Vamos parar de louvar com temas humanos, vamos parar de entronizar as vitórias, vamos mudar a adoração e adorar simplesmente ao Senhor, o eterno Deus, o único que é digno de ser adorado.

Precisamos voltar ao Evangelho de Cristo. Sejamos cristocêntricos!

Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos.
E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.
Salmos 139:23-24

Minha oração é para que nós continuemos a reforma, para que haja reavivamento em nossos cultos e que o Senhor seja nossa meta.

Por Cyssu…